Escritorio Contabilidade

1. Definir Tipo de Empresa.

Há muitos tipos de empresas definidas no sistema legal brasileiro. Esses tipos incluem corporações, sociedade, empresa individual e outros tipos especializados de organização.

Dependendo de que tipo da entidade de negócios você seleciona também influirá na estrutura legal.

Na área jurídica, o Código Civil (lei no 10.406, de 10 de janeiro de 2002) relaciona seis tipos de empresas ou sociedades empresárias, entre seus artigos 980-A e 1039 a 1092:

  1. sociedade em nome coletivo,
  2. sociedade em comandita simples,
  3. sociedade limitada,
  4. sociedade em comandita por ações
  5. sociedade anônima, que continua a ser regulada pela lei nº 6.404-76, acrescida das modificações feitas pelas Leis nºs 9.457-97 e 10.303-01.
  6. há ainda a empresa individual de responsabilidade limitada – EIRELI – inovação do direito brasileiro, buscando sintonia com a realidade do empreendedorismo local –  prevista no artigo 980-A do código civil e em lei própria, a 12441/11.

2. Definir a Atividade.

Você pode abrir uma empresa industrial, comercial ou de prestação de serviço. Dentro dessas atividades, é possível escolher um ramo específico. Por exemplo, na atividade industrial, você pode abrir uma gráfica, uma metalúrgica ou produzir bebidas. Confira quais atividades e ramos se encaixam com o seu perfil empreendedor:

Empresas industriais são aquelas que transformam matérias-primas, manualmente ou com auxílio de máquinas e ferramentas, fabricando mercadorias. Abrangem desde o artesanato até a moderna produção de instrumentos eletrônicos.

Empresas comerciais são aquelas que vendem mercadorias diretamente ao consumidor – no caso do comércio varejista – ou aquelas que compram do produtor para vender ao varejista – comércio atacadista.

Empresas de prestação de serviços são aquelas cujas atividades não resultam na entrega de mercadorias, mas da oferta do próprio trabalho ao consumidor.

3. Consultar a Viabilidade do Local.

A Consulta de Viabilidade é um sistema que permite realizar, de forma unificada, a consulta prévia e a pesquisa de nome empresarial (realizada pela Junta Comercial ).

Quais são os atos que exigem a consulta de viabilidade?

A consulta de viabilidade é exigida nos atos de constituição/inscrição, alteração de nome empresarial, alteração de endereço, abertura de primeira filial (caso a sede seja em outra UF), transferência de sede ou filial para o RS e transferência de registro em cartório para a JCRS.

Como funciona a Consulta de Viabilidade?

A Consulta de Viabilidade realiza a reserva de nome empresarial  e, a análise da viabilidade locacional.

4. Definir Capital Social.

O capital social,  é a parcela do patrimônio líquido de uma empresa através de investimento na forma de ações (se for sociedade anônima) ou quotas (se for uma sociedade por quotas de responsabilidade limitada) efetuado na companhia por proprietários ou acionistas. Abrange, não somente as parcelas entregues pelos acionistas, também os valores obtidos pela empresa que, por decisão dos acionistas, são adicionados no capital social sem devolução.

Resumidamente, é o montante bruto necessário para iniciar as atividades de uma nova empresa enquanto esta ainda não gera receita suficiente para se sustentar.

 

5. Conhecimento dos Custos do Negócio.

A abertura de um novo negócio, seja pequeno, médio ou grande, requer inúmeras aptidões do empreendedor. Uma delas é a capacidade de planejamento, que é fundamental desde o início e no decorrer da gestão das atividades de uma empresa.

No Brasil, muitos são os osbstáculos enfrentados pelo pequeno empreendedor para alcançar o sucesso do seu negócio. São dificuldades impostas nas várias etapas, mas principalmente na abertura da empresa.

Custos são frações cujos valores denominam a quantidade de investimentos voltados para a produção de um produto ou serviço. Algumas vezes podem ser complexos quanto ao seu entendimento e, sobretudo, quanto à estimativa.

Portanto, a gestão de custos é uma habilidade gerencial que requer análises contínuas e conhecimento de todos os processos (inclusive burocráticos) da empresa.

No caso específico da abertura das empresas, sugiro ao empreendedor que busque a assessoria de um contador para assim conhecer, planejar e controlar os seguintes curtos:

1- Taxas pagas aos órgãos governamentais. Para a legalização da empresa e suas atividades (municipais, estaduais e federais). Esses valores podem variar de acordo com o tipo de empresa, bem como o Estado ou o Município em que a instituição está sediada.

Outros custos que influenciam a abertura e manutenção do negócio são os referentes à escolha do regime tributário, pois isso determina se os impostos serão pagos mensal ou anualmente;

2- Investimento inicial. Um custo a ser mensurado é o de investimento inicial. É importante estipular o valor para investimento com foco nas atividades da empresa, envolvendo, por exemplo, a compra de equipamentos, aquisição ou aluguel de espaço físico para funcionamento, compra de mobiliário, obtenção de tecnologias ou licenças para uso de softwares específicos, despesas com a contratação de pessoal, dentre outros;

3- Custo do produto ou serviço. É importante ainda mensurar os custos com a fabricação de bens ou com a prestação de serviços, para definir o preço final dos mesmos;

4- Marca e marketing. Temos, ainda, custos como registro de marca e planejamento de marketing, pois não há negócio que se sustente sem a devida divulgação junto ao seu público-alvo;

5- Pró-labore. Por fim, não se pode esquecer o pró-labore para o dono ou sócios da empresa. É necessário que isso seja definido claramente e entre nos custos fixos. Afinal, criamos e implantamos negócios para garantir renda e retorno de investimento.

Neste sentido, a partir de um simples e bom planejamento financeiro, antes do início da atividade, o empreendedor terá a certeza do capital inicial necessário para concretizar o “sonho” de seu negócio.

Lembre-se: a sustentabilidade do seu sonho depende da maneira como você planejou executar as metas e objetivos a serem alcançados. Muitas empresas fecham suas portas por falta de um bom e coerente planejamento.

6. Fazer um Planejamento Tributário.

O resultado de um planejamento tributário bem executado é a não incidência de tributo, redução da base de cálculo ou alíquota e a revisão dos valores de tributos já pagos em patamares indevidos. Com efeito, é inequívoco reafirmar que o planejamento interfere decisivamente na continuidade das empresas, sobretudo na consolidação de sua inserção na economia e na ampliação de suas operações empresariais.